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O Site no Cotidiano

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Povo da Gente

28.06.12 - S.O.S. GUAÍBA – Moradores do Jardim Guaíba denunciam irresponsabilidade da PMJP em razão da contratação de uma empresa que tem se mostrado incompetente e lenta na realização de obras de pavimentação em paralelepípedos no âmbito da Comunidade.

28.06.12 -  Colunista Abraão Cavalcanti: "O que mais nos impressionou foi a maneira como essas pessoas estão praticando esses descasos sem receio algum de serem denunciados a quem possa efetivamente chamar o feito a ordem – os órgãos de controle social e/ou de fiscalização de obras públicas prontas e acabadas ou em execução...".

Exatamente o que pode ser caracterizado como um mau exemplo de aplicação de recursos publicos na execução de obras na área de infraestutura urbana. Foi este o sentimento que me invadiu a alma quando visitei a Comunidade do Jardim Guaíba, nesta terça-feira (dia 26.06.12). 

Acontece, que no dia 25.06.12 (Segunda-Feira), recebi uma solicitação, por telefone, de um amigo do Jardim Planalto, que frequenta aquela Comunidade com muita intensidade, através da qual, o cidadão assim me abordava: “Abraão. Gostaria de saber se era possível você fotografar e denunciar um descaso que tem aflingido os moradores do Jardim Guaíba, já que, o calçamento daquela comunidade está afundando e se desfazendo sequencialmente em razão de, a empresa responsável pela sua execução, ter feito um trabalho medíocre e em seguida desaparecido, deixando os moradores das ruas daquela localidade sem opção de tráfego – seja por meio de transporte automotivo e/ou até mesmo, em alguns trechos, também, a pé”. 

Clique no LINK a seguir e acesse a GALERIA DE FOTOS: 26.06.12 - S.O.S. GUAÍBA – Moradores do Jardim Guaíba denunciam irresponsabilidade da PMJP (...).

Pois bem. Ao receber a ligação desse verdadeiro cidadão brasileiro – homem sério e, igualmente, cansado em função das traquinices praticadas pelos agentes públicos e/ou privados que coniventemente têm agido de forma desrespeitosa e desleal para com a nossa sofrida sociedade -, não titubiei e aceitei o desafio. Marquei, entretanto, a visita na Comunidade para o dia seguinte. 

No dia e horário combinado com o meu amigo do Jardim Planalto, fui a sua casa e, logo depois, nos dirigimos para o Jardim Guaíba.

Lá chegando, Eu, Ele (para preservar a identidade do cidadão referenciado, acordamos que Ele ficaria dentro do veículo) e a equipe deste Site: www.abraaocavalcanti.com.br traçamos objetivos dentro do veículo para aproveitarmos o máximo de iformações e para fazermos o registro fotográfico de maneira transparente e participativa - com a colaboração dos moradores. Os nossos companheiros do Site, portanto, foram orientados a também, anotar os dados das ruas e a catalogar alguns depoimentos de ciaddãos alí residentes para consubstanciar aquilo que estávamos prestes a ver a olho nú. 

Foi um choque para a nossa equipe quando decemos do veículo. Ficamos estarrecidos com o que vimos e escutamos - muita coisa errada por sinal: um funcionário de uma empresa que não sabia identificá-la (ou temia represália do seu patrão) com um carro de mão, repondo o barro/areia que a chuva havia arrastado; moradores decepcionados e descrentes de providências; 2 cavaletes com a logomarca da PMJP caracterizando a responsabilidade fiscalização da obra por parte daquele Ente Público; paralelepípedos amontoados e misturados ao barro, pedaços de gorda de cimento e de areia cimentada – como se um daqueles tratores que destruíram o Aeroclub da Paraíba tivesse arrastado a pista de rolamento das artérias; moradores que saíam das casas para observar aquilo que registrávamos (uns amedontrados e a maioria querendo axercer a ciadadania plena, denunciando com o linguajar próprio de povão aquela vergonha pública). 

O que mais nos impressionou foi a maneira como essas pessoas (agentes públicos e privados), estão praticando descasos sequenciais e sem receio algum de serem denunciados a quem possa efetivamente chamar o feito a ordem – os órgãos de controle social e/ou de fiscalização de obras públicas prontas e acabadas ou em execução. 

Pelo que percebemos, Eles apostam na impunidade, quando, na contra-mão da história, a nossa sociedade clama por providências, as vezes, sem esperança de que as suas denúncias sejam ouvidas e efetivamente encaminhadas para correção pelas autoridades correlatas.

Pois bem. Me apresentei aos moradores como um cidadão da Região de Oitizeiro, que possui um meio (SITE), para a propagação de notícias no âmbito da Zona Sudoeste da Cidade e afirmei que “iria requisitar providências para aquilo que estava constatando, junto a Ministério Público”.

Foi aí que percebí que as pessoas - todas Elas, por sinal -, acreditam piamente na instituição que fiscaliza a Lei.

Mais tranquilo, ao conversar com aqueles humildes e cordatos moradores do Jardim Guaíba, me veio aquele estalo a respeito das providências complementares a serem tomadas. Foi de imediato: “pensei em fotografar tudo, colher depoimentos e publicar a notícia, enviando, por conseguinte, a matéria impressa para a Curadoria do Patrimônio Público, já que as Ruas pertencem ao município e servem a sociedade”. 

O resultado dos depoimentos foram o seguinte:

O empregado da empresa responsável pela obra – que achamos importante preservar a sua identidade -, disse que “fica esperando que os gerentes da firma enviem o material para fazer o conserto”. Coitado do trabalhador. Com um carrinho de mão e uma pá, ele ficou retirando areia e barro de um canto para o outro e, na medida do possível recolhia, obviamente, as peças de paralelepípedos para que posteriormente elas possam ser repostas, sabemos lá quando. Amedrontado, Ele ainda nos repassou o telefone e o nome do responsável pela empresa que executou aquela obra de forma medíocre e lenta (Sr.José Carlos). 

O Sr. Antônio – Morador da Rua Pedro Firmino de Brito, nº 58, disse que: “Durante a execução da pavimentação, percebia que o material utilizado na obra era insuficiente -, já que pouco cimento era misturado no traço da massa”. 

Moradores da Rua Damásio Barbosa da Franca, disseram que “O calçamento se arrastou por 7 meses consecutivos e que há aproximadamente 3 anos os ônibus não descem para atender aos cidadãos da área. Uma medida dura para pessoas idosas que têm de subir a ladeira para pegar o coletivo, eventualmente”. 

Dona Dora seguiu conosco até a Rua Ambrósio Viturino de Pontes. Lá encontramos o Senhor Antônio Bernardo da Silva – Morador da Casa de nº 58. Disse Ele: “Estamos sendo penalizados por essa calamidade. A Prefeitura só veio aqui uma vez. Não teve fiscalização e o resultado foi esse. Não passa nada e parece que aconteceu um terremoto. Estamos precisando de ajuda Sr. Abraão. Dê uma força que agradecemos, pois estamos sozinhos nessa luta”. 

Proseguimos e fomos na Rua Maestro Heitor Vila Lobos. Lá encontramos vários moradores ávidos por providências, dentre Eles: D. Socorro (Casa de nº 77) disse Ela que: “as valas aparecem no calçamento que vai se desmanchando”; Já o Sr. João (Casa de nº 77) disse que: “está tudo errado e a Prefeitra não toma providências”; O Sr. Francisco (Casa de nº 197) expressou que “houve um desperdício muito grande de dinheiro nessa obra. Tudo isso é serviço mal feito. É falta de administração”. 

Ficou claro que os Moradores do Jardim Guaíba reivindicam apenas que alguém provoque os Órgãos de proteção ao cidadão para que sejam tomadas as providências urgentes objetivando convocar os dirigentes da SEINFRA/PMJP para que eles, por conseguinte, exijam da empresa contratada a realização das obras de drenagem e de pavimentação novamente, corrigindo as inúmeras falhas detectadas. 

Parece que os órgãos de controle e de fiscalização da aplicação dos recursos públicos precisam abrir mais os olhos, pois, em várias localidades de João Pessoa, nesta Gestão atual, temos obras inacabadas e outras muito lentas em execução. Além do mais, estão sendo muito frequentes as denúncias de economia exagerada de material – cimento -, para a preparação da massa visando o rejunte dos paralelepípedos.

Outros aspectos exdrúxulos que têm aflingido os moradores das áreas periféricas da Cidade são os serviços que mesmo findados, em seguida, poucos meses depois, precisam ser refeitos  Além do mais, o motivo campeão de reclamação são as ruas que estão sendo pavimentadas pela metade, ou seja, as ordens de serviço estão sendo assinadas e as obras se arrastam por longos anos até a entrega definitiva da obra. Tudo isso, leva a crer que a aplicação das verbas destinadas a essas ações precisam ser melhor apuradas pelo Ministério Público. 

No jardim Planalto, no Novaes e em outras áreas da Cidade (Ernesto Geisel, por exemplo), algumas empresas estão tocando ou executando obras sem a mínima fiscalização e controle por parte dos Órgãos contratantes. Esses contratos estão sendo prorrogados ou estão maleavelmente concedendo permissões para que tais firmas não sejam pressionadas a agir rápido?

Conclusão: Tudo isso é um prato cheio para que os agentes públicos e privados criem mecanismos e/ou canais para viabilizar o desvio de verbas públicas. Com a palavra o Ministério Público e os Órgãos de controle. Fiscalizar é preciso.

Artigo editado e postado neste Site por: Abraão Cavalcanti (Im.: Valmir Santos e José Luiz).

Causou Impacto

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