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Segurança pública: Oitizeirenses e planaltenses discutem o tema em audiência com autoridades estatais

29.11.2016 - Com o tema “Segurança Pública: polícia integrada com a comunidade”, os moradores puderam expressar todo o seu descontentamento com a violêncifonte: weba que atinge a região de Oitizeiro e a cidade de João Pessoa.

Na noite da última segunda-feira, 28, o bairro do Jardim Planalto recebeu na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Missões, um encontro que contou com as presenças de moradores, lideranças locais e autoridades da área da segurança pública pessoense.

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Com o tema “Segurança Pública: polícia integrada com a comunidade”, os moradores puderam expressar todo o seu descontentamento com a violência que atinge a região de Oitizeiro e a cidade de João Pessoa. Vale lembrar que a capital paraibana é uma das cidades mais violentas do Brasil e do mundo, com uma taxa de homicídios de 58.40 por 100 mil habitantes.

Organizado pelos próprios moradores e suas lideranças, o evento contou com as presenças marcantes do Comandante da 6ª companhia do 1º Batalhão, o Capitão Sidnei Paiva, e o Superintende da Guarda Municipal de João Pessoa, Geraldo Amorim.

Preocupados com a insegurança reinante, os participantes fizeram críticas ao atual modelo operacional de policiamento que estava sendo praticado, mas, inclusive, ao falarem no microfone, deram muitas sugestões aos competentes representantes dos dois órgãos estatais que promovem em JP ações na área segurança pública - Capitão Sidnei e Geraldo Amorim, que cordialmente e de maneira republicana anotaram as demandas e se propuseram a resolver. O Radialista Marcelo Gomes da Silva mediou com equilíbrio e muita sabedoria a reunião, fez várias sugestões, pertinentes e baseadas na realidade pretendida com relação a possíveis ajustes e anotou as ponderações de todos. De igual forma, apresentaram sugestões e fizeram críticas construtivas, D. Detinha, Pedro Carvalho, Martinha Pequeno, Ricardo Alexandre, Paulino, Zélia Gama, Professora Inancy, Professora Maria José, Professora Carla, dentre outros (as) oradores (as) que atuaram no evento. Na oportunidade, muitos pleitos importantes foram reivindicados e várias conquistas foram viabilizadas.

Com a palavra, o Capitão Sidnei, num primeiro momento, externou a dificuldade logística em cobrir toda a área, tendo em vista seu caráter extenso e o número baixo no efetivo policial, o que possibilita mais liberdade para ação criminosa. A 6ª Companhia, da qual ele é comandante, engloba o próprio bairro do Jardim Planalto, além do Bairro dos Novaes, Ilha do Bispo, Cruz das Armas, Funcionários I e as comunidades subnormais, a saber: Guaíba, Cabral, Bola na Rede, Independência e Juraci Palhano. Por fim, apontou positivos resultados no combate a violência, sobretudo na apreensão de armas de fogo. Trabalho este que será retomado o mais breve possível.

Entre uma das soluções apresentadas pelo Capitão para auxiliar no combate ao crime, está a criação de um grupo no WhatsApp para a troca de informações sobre o que acontece no bairro, como movimentações suspeitas de figuras desconhecidas pelos moradores. Para ele, a organização comunitária inibe a ação violenta por parte dos criminosos. Além do mais, pediu que os moradores divulgassem que o posto policial localizado no Jardim Planalto voltará a servir de imediato ao atendimento integral dos nossos moradores. Como complementação desta nova política, informar que o posto deve passar a funcionar initerruptamente.

Por fim, anunciou importantes novidades, tais como o auxílio de três motos que farão rondas pelas ruas nos turnos da tarde e da noite, que em breve será disponibilizada uma UPS móvel com estratégia de ação sazonal, entretanto, atendendo outros bairros vinculados à companhia e, ainda, a implantação, no posto do Jardim Planalto, uma linha telefônica para a conexão e interação em tempo integral dos moradores, com plantão permanente noturno, seja para o recebimento de ligações recomendando a atuação dos policiais em ações eventuais de ostensividade ou para a formalização por parte dos planaltenses de denúncias cotidianas (uma espécie de sistema telefônico similar ao utilizado no policiamento solidário), e, por fim, a efetivação de um policiamento ostensivo mais eficiente e constante, com a utilização de uma viatura equipada com acessórios modernos de comunicação e com até 4 policiais rondando nas áreas mais críticas no que diz respeito ao histórico de violência - assaltos a mao armada, principalmente, a exemplo dos locais próximos aos colégios, Igrejas e pontos de maior fluxo de transeuntes e estudantes - praça, PSF, comércios, ruas de acesso a outros bairros e mercado público.

Ainda sobre o posto de polícia, Dona Detinha, moradora do Jardim Planalto, endossou as palavras do Capitão Sidnei ao reforçar a busca por soluções institucionais, principalmente por perceber que o posto é, para o bairro, um patrimônio histórico, da época do ex-prefeito Osvaldo Trigueiro do Valle, e que contou com a participação na construção de seu esposo Major Gerson.

O primeiro suplente pelo PMDB Abraão Cavalcanti trouxe ao debate a proposta sobre uma polícia comunitária, que carrega em si questões filosóficas que pensam na interação entre polícia e sociedade. Em quatro tópicos, enumerou questões que fazem desta política algo imprescindível para o bairro do Jardim Planalto. São eles: proatividade, prevenção, transparência e educação. Desta maneira, a polícia agiria preventivamente na tentativa de inibir a ação criminosa, identificando pontos propícios a atividade criminosa. Preventivamente, agiria de forma vigilante e com a confiança da comunidade, inibindo a atuação marginal.

Em outro momento de sua fala, destacou o papel da escola na criação de uma cultura que ensine as crianças e os adolescentes a não serem alvos fáceis dos bandidos. Para Abraão, discutir a temática da violência nas escolas é fundamental na criação de um ambiente mais humano e seguro, dentro e fora dos muros da instituição. Sem esquecer, citou o importante papel da família na construção do diálogo entre a escola e a sociedade.

Ao final de seu discurso, Abraão destacou o baixo efetivos de policiais e o quanto isso é prejudicial para a população, não só do bairro e região, mas também para a cidade como um todo. Oportunamente, soube criticar construtivamente o governador do estado Ricardo Coutinho, que meses atrás soube inaugurar as reformas do posto policial, mas que não soube dar as condições ideias para o funcionamento do local, prejudicando a vida dos cidadãos vítimas de violência. Para Abraão, a atitude de Coutinho foi politicagem, não condizente com a postura de alguém verdadeiramente preocupado com a população.

Marcelo, seguindo o exemplo de Dona Detinha, reforçou as posições do Capitão, sobretudo na criação do grupo no WhatsApp para interlocução entre os moradores da região. Além disto, aproveitou para criticar a atual situação do bairro que, segundo ele, está à mercê de criminosos em pontos sensíveis que precisam ser corrigidos.

A professora Inancy, que já foi candidata a vereadora, fez críticas incisivas a respeito do policiamento, cobrando do Capitão Sidnei ações enérgicas na luta contra a violência local, pois não é normal que criminosos ajam ao seu bel prazer enquanto os cidadãos de bem se tornam reféns da criminalidade. Ao final de sua fala, disse que, assim como o bairro de Mandacaru, o Jardim Planalto conta com suas cinco bocas, isto é, pontos fixos de tráfico de drogas, crime recorrente na região.

Paulino, outro morador da região, fez coro sobre a importância da iluminação pública, que os órgãos públicos façam uma iluminação de qualidade ao seu redor evitando crimes e práticas danosas a sociedade.

Irismá Gomes, moradora do Jardim Planalto, externou em seu depoimento o cansaço que ela e seus vizinhos sentem com a atual situação.

“Temos que fazer alguma coisa por esse bairro do Jardim Planalto. Tem muito assalto todos os dias. Ninguém pode ir para o seu trabalho sem o sentimento de medo ao ir para as paradas de ônibus no intuito de pegar um coletivo. Isso é terrível. Não temos segurança. Esse bairro está complicado no quesito segurança", comentou.

Por fim, o Superintende da Guarda Municipal de João Pessoa, Geraldo Amorim, falou sobre a importância da família no combate à violência. Destacou a dificuldade de a sociedade entender o papel da GM na defesa do patrimônio municipal, que, aliás, vem sendo bastante elogiado.

Em outra parte de seu discurso, Geraldo Amorim salientou o alto volume de investimentos na Guarda Municipal, com a aquisição de veículos e armamento, além de outros equipamentos. Para ele, tais investimentos são justificados com a atuação da GM em pontos importantes da cidade, como o centro de João Pessoa.

O devido patrulhamento somado ao monitoramento diminuiu drasticamente os crimes entre a Praça da Independência, Parque Sólon de Lucena e Mercado Central. Trabalho este auxiliado pela PM que, por sua vez, reconhece os esforços da Guarda Municipal em prol de uma cidade mais tranquila. Certamente um trabalho que pode e deve ser levado a outros pontos do município.

Postado e editado neste site por: Klebson de Oliveira

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